O que conferir nos dispositivos de infusão antes de iniciar uma terapia

A administração de medicamentos é uma das intervenções mais comuns no ambiente hospitalar. Mas, para garantir a eficácia, é importante que o sistema esteja em perfeitas condições. Dito isso, compreender o que conferir nos dispositivos de infusão antes de iniciar uma terapia é o primeiro passo para mitigar riscos e preservar a segurança do paciente. 

 

Importância da conferência terapêutica

Antes de conectar dispositivos ao paciente, o profissional deve realizar uma conferência terapêutica minuciosa. Afinal, a integridade do material é o que garante que a vazão programada na bomba corresponda à dose real infundida.

O controle de dispositivos é sempre necessário na beira do leito, verificando se o material selecionado é compatível com a via de acesso e com as propriedades físico-químicas da solução a ser infundida.

 

O que conferir: prazos e conformidade normativa

A conformidade com as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é um parâmetro básico de segurança. Ao manipular os insumos, algumas verificações que devem ser realizadas são:

  • Integridade: verifique se a embalagem não possui furos ou umidade.
  • Cronograma de troca: consulte quanto tempo o equipo pode permanecer instalado. Para dúvidas sobre isso, consulte o texto do blog com o título “Boas práticas na troca de equipos de infusão: tempo ideal e cuidados”.
  • Fármacos específicos: em casos de alguns fármacos antineoplásicos, deve-se usar equipos fotossensíveis, livres de PVC e DEHP para a estabilidade da droga.

 

Como conferir a infusão

Saber como conferir o sistema evita a ocorrência de interrupções na terapia. Portanto, ao utilizar uma bomba de infusão Samtronic, siga este guia de verificação:

  • Presença de ar: o preenchimento do equipo deve ser total, sem bolhas residuais.
  • Verificar posicionamento: certifique-se de que todos os acessórios estão corretamente posicionados na bomba.
  • Conexões: ao conectar dispositivos, garanta o rosqueamento firme para evitar desconexões acidentais e vazamentos.

 

Além disso, é recomendável conferir se os parâmetros estão ajustados conforme as particularidades do tratamento, garantindo que a bomba opere em sua máxima precisão dentro dos objetivos da terapia.

 

Leia mais: Analgesia pós-operatória contínua: bomba elastomérica no controle da dor

 

O que mais conferir antes da terapia infusional

A segurança é um processo contínuo. Os cuidados antes da terapia envolvem também a checagem dos acessórios, como conectores valvulados e extensores. A inspeção dos acessos, seja ele periférico ou central, é uma barreira contra eventos adversos. Confira o que se deve verificar no acesso venoso:

  • Perviedade e refluxo: confirme se o acesso está pérvio, realizando a salinização com solução salina. A ausência de resistência e a presença de refluxo sanguíneo (quando aplicável) demonstram se o dispositivo está posicionado corretamente no lúmen do vaso.
  • Integridade do sítio de inserção: inspecione a pele ao redor do dispositivo de acesso. Sinais de flebite, infiltração ou extravasamento, como edema, calor, rubor ou dor, são impeditivos imediatos para o início da terapia.
  • Estabilização e curativo: o dispositivo deve estar devidamente fixado com coberturas estéreis. Um dispositivo de acesso mal estabilizado pode sofrer micro-movimentações que lesionam o endotélio vascular ou causam deslocamento acidental do dispositivo.

 

A segurança do paciente depende da compatibilidade entre o tipo de acesso e a droga infundida. Verifique sempre se o pH e a osmolaridade da solução são adequados para a via escolhida.

Na checagem de dispositivos eletrônicos, verifique sempre se a bateria da bomba está carregada e se o cabo de alimentação está íntegro e conectado à rede elétrica. A autonomia da bateria é um recurso de segurança para o transporte de pacientes ou em casos de quedas de energia, evitando a interrupção abrupta de terapias.

Quando aplicável, certifique-se de que o sensor de gotas esteja limpo, livre de resíduos e posicionado corretamente na câmara de gotejamento do equipo. Isso evita alarmes falsos de oclusão ou, ainda, falha na detecção de um frasco vazio, comprometendo a segurança do paciente.

Além disso, inspecione visualmente se o dispositivo apresenta danos físicos e se o equipo foi corretamente instalado. Isso garante que a bomba opere dentro dos parâmetros de calibração de fábrica, mantendo a vazão programada com precisão.

Portanto, a infusão de sucesso é o resultado da união entre protocolos bem definidos e equipamentos de ponta. Ao escolher dispositivos da Samtronic, a instituição de saúde opta por uma tecnologia brasileira reconhecida pela robustez e conformidade técnica.

Entender o que conferir nos dispositivos de infusão antes de iniciar uma terapia é um diferencial que salva vidas e otimiza a rotina assistencial. Afinal, a segurança do paciente depende da sua atenção aos detalhes e da qualidade dos materiais utilizados.

 

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