Infusão em gestantes e puérperas: cuidados que não podem faltar

A administração de medicamentos demanda atenção redobrada durante a gravidez e no período após o parto. No Brasil, os dados dos cartórios mostram que foram registrados 2,51 milhões de nascimentos em 2025, uma alta de 2,3% em relação ao ano anterior, de acordo com o Portal da Transparência do Registro Civil.

Esse volume revela o tamanho desafio que os hospitais enfrentam todos os dias em maternidades, salas de parto e Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTINs). Nesse contexto, cuidar bem é um passo importante para evitar complicações.

Pensando nisso, preparamos este texto, explicando as principais mudanças fisiológicas desse período, os cuidados que os profissionais devem adotar e como as bombas e descartáveis da Samtronic ajudam a equipe a manter a segurança em cada etapa do processo.

 

O papel do hospital e a importância da infusão

O tratamento durante a gestação e o pós-parto exige cuidados que protegem simultaneamente a mulher e o feto ou recém-nascido. A infusão tem papel de destaque para controlar a pressão arterial em casos de pré-eclâmpsia, repor volume sanguíneo, aplicar fármacos para conter sangramentos uterinos, administrar antibióticos profiláticos em cesarianas e até realizar transfusões quando necessário.

Além de aplicar esses tratamentos, os enfermeiros e técnicos precisam monitorar constantemente os batimentos cardíacos, a respiração, a pressão arterial e a velocidade com que o líquido é infundido. Por isso, usar equipamentos de qualidade e calibrados corretamente diminui o risco de errar a dose, deixando o hospital mais seguro e o atendimento mais humanizado.

 

As mudanças no corpo da gestante e por que elas importam

Durante a gravidez, o organismo da mulher passa por adaptações fisiológicas importantes que interferem na forma como ela responde aos medicamentos infundidos:

  • Aumento do volume sanguíneo: o volume plasmático pode crescer entre 40% e 50% ao longo da gestação, o que altera a diluição e concentração de fármacos.
  • Mudanças na pressão arterial: a pressão tende a cair até o segundo trimestre e pode se elevar de forma perigosa em quadros como a pré-eclâmpsia, exigindo infusões precisas de anti-hipertensivos e, em casos mais graves, de outros medicamentos para prevenção de convulsões (eclâmpsia).
  • Alterações na função renal e cardíaca: o coração passa a bombear mais sangue e os rins passam a filtrar mais rápido, o que pode acelerar a eliminação de alguns medicamentos e exigir ajustes de dose e velocidade de infusão.

 

Essas mudanças tornam o cálculo e o controle da infusão ainda mais delicados, já que uma dose adequada para uma paciente não gestante pode não produzir o mesmo efeito, ou pode ser excessiva, em uma gestante.

 

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Cuidados na infusão durante a gravidez e o puérperio

Controlar os parâmetros é fundamental em qualquer infusão, mas se torna uma questão ainda mais crítica nesse período. Como o corpo da gestante reage de forma diferente aos fármacos, a equipe precisa calcular com precisão a dose, o volume e o tempo de infusão, evitando a subdosagem, que compromete o tratamento, e a sobrecarga de líquidos, que pode levar a complicações como edema pulmonar.

Depois que o neonato nasce, o risco de hemorragia pós-parto pede uma resposta rápida, com infusão controlada de medicamentos ou hemoderivados. Nesse momento, contar com bombas de infusão confiáveis e de fácil programação faz diferença no tempo de ação da equipe. Outros pontos de atenção incluem:

  • Escolha correta do acesso, considerando o tipo e a duração do tratamento.
  • Troca de equipos ou seringas e curativos para reduzir o risco de infecção.
  • Dupla checagem de doses em medicamentos de alto risco, como ocitócicos.
  • Monitoramento de sinais vitais durante toda a infusão, especialmente em pacientes com pré-eclâmpsia ou histórico de sangramento.

 

Dispositivos para proteger a vida: as vantagens dos produtos Samtronic

Para dar conta das exigências com a saúde da mãe e do filho, os hospitais precisam de aparelhos confiáveis. A bomba de infusão Icatu S 4.0 Intelli e os equipos Icaset foram desenvolvidos para oferecer essa precisão, permitindo o controle do volume de medicamentos.

Esse equipamento conta com sensores e sistemas de alarmes visuais e sonoros que sinalizam imediatamente intercorrências, como oclusão do equipo. Isso dá à equipe de enfermagem mais tempo de reação diante de qualquer alteração, o que é determinante para a estabilidade da paciente dentro da unidade hospitalar.

 

Cuidar bem das gestantes e puérperas depende da união entre o cuidado humanizado dos profissionais e a qualidade dos equipamentos. Quer aprender mais sobre como melhorar a segurança dentro do seu hospital? Conheça outros textos do blog da Samtronic e fique por dentro de todas as dicas do setor de saúde.

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