Infusão em casos de pacientes politraumatizados e a priorização de equipamentos

O atendimento nas emergências hospitalares demanda decisões ágeis e precisas por parte das equipes de saúde. Dentre estes casos, o politrauma aparece como uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo, necessitando de suporte imediato para a estabilização hemodinâmica.

O protocolo de assistência a pacientes politraumatizados envolve a restauração do volume sanguíneo e a administração de medicamentos. Diante disso, a infusão e a priorização de recursos tecnológicos se tornam fatores determinantes para salvar vidas.

Os dados de acidentes e traumas graves relevam o tamanho do desafio enfrentado pelas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e prontos-socorros. De acordo com informações do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), o total de óbitos em sinistralidades no estado, em agosto de 2026, foi de 530.

Além disso, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), se considerarmos o trauma uma doença, ele é um dos recordistas em mortes, ficando atrás apenas das patologias do aparelho circulatório e do câncer, sendo que a maior parte das vítimas (40%) tem até 30 anos, ou seja, está no ápice da vida e da atividade produtiva.

Portanto, o manejo de pacientes politraumatizados precisa de intervenções rápidas para conter hemorragias, evitar a hipotermia e prevenir a coagulopatia, o que coloca o acesso venoso e o controle hídrico no centro do tratamento.

 

A aplicação do protocolo XABCDE na avaliação e infusão emergencial

A padronização do atendimento inicial se fundamenta na sequência do protocolo XABCDE do trauma. Essa abordagem orienta a identificação e o combate a lesões ameaçadoras à vida. A etapa “X” se concentra na contenção de hemorragias exsanguinantes externas. Em seguida, as etapas “A” e “B” se voltam para a liberação das vias áreas com proteção cervical e para a garantia de uma ventilação adequada.

Na sequência, a etapa “C” foca na avaliação circulatória e no combate ao choque hipovolêmico. Por fim, a etapa “D” analisa o estado neurológico e a etapa “E” realiza a exposição do corpo mantendo o controle da temperatura para evitar a hipotermia.

A abordagem começa na fase pré-hospitalar e continua no transporte dos pacientes politraumatizados para o centro cirúrgico ou terapia intensiva. Durante essa transferência, manter a estabilidade vascular e aplicar o tratamento correto em tempo hábil minimiza riscos graves. Afinal, a instabilidade hemodinâmica não perdoa falhas ou demoras, demandando monitoramento das doses ministradas.

Quando os casos de pacientes politraumatizados chegam à unidade hospitalar, o procedimento requer a organização rápida da equipe e a escolha assertiva dos recursos. Além disso, a anestesia em pacientes politraumatizados traz desafios específicos, pois o estado de choque altera o comportamento das substâncias na corrente sanguínea.

Um caso de conhecimento público foi o acidente com o ator Kayky Brito, em 2023. Após um atropelamento no Rio de Janeiro, ele sofreu traumatismo craniano e múltiplos traumas corporais. O atendimento envolveu o acionamento dos protocolos, seguidos por cirurgias e semanas de internação em terapia intensiva para estabilização sistêmica.

 

Priorização de equipamentos

A priorização tecnológica na emergência deve acompanhar a evolução do paciente:

  1. Fase de ressuscitação pressórica (imediata): o foco é a reposição volumétrica para reverter o choque e restabelecer a perfusão tecidual. A prioridade é a obtenção de acessos venosos periféricos curtos e calibrosos ou acessos centrais de alto fluxo. O objetivo é infundir cristaloides reaquecidos, concentrados de hemácias e plasma em vazões altas.
  2. Fase de estabilização e suporte avançado (posterior): com o sangramento controlado, a hipotermia mitigada e a volemia minimamente restabelecida, surge a necessidade do uso de drogas em doses controladas. A partir daí, entram em ação as bombas infusoras da Samtronic, como as peristálticas juntamente com os equipos dedicados. A bomba e o equipo asseguram a vazão correta para ditar o ritmo das medicações, além de emitir alarmes de oclusão ou ar na linha.

 

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Suporte de infusão na UTI e nos cuidados de enfermaria

Após os procedimentos emergenciais e cirúrgicos, os pacientes politraumatizados admitidos na UTI passam por uma fase de estabilização, em que o controle metabólico e o suporte nutricional exigem múltiplos canais de administração. Nesse momento as dietas enterais são introduzidas, a instalação ocorre em vazão controlada através de bombas peristálticas Samtronic, como é o caso da Icatu 4.0 Enteral, exclusiva para essa finalidade.

Paralelamente, nos cuidados de enfermaria, a infusão de medicamentos analgésicos e, soluções de manutenção prossegue sob vigilância da equipe de enfermagem. O uso de equipamentos confiáveis facilita a rotina e protege a recuperação do indivíduo até a alta.

A otimização de protocolos e o investimento em tecnologia são importantes para reduzir os índices de mortalidade. Desse modo, o planejamento faz com que nenhum detalhe seja negligenciado durante as etapas de ressuscitação e manutenção hemodinâmica.

 

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