Como reduzir riscos de incompatibilidade medicamentosa em infusões simultâneas

A administração conjunta de múltiplos medicamentos é um desafio cotidiano para a segurança do paciente. De acordo com dados mundiais publicados no Boletim de Farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estima-se que de 5% a 6% das hospitalizações estejam relacionadas ao uso de medicamentos.

A prevalência mais alta é em idosos, devido às alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas relacionadas à idade, ao maior número de condições crônicas concomitantes e à polifarmácia. Mais da metade dessas internações são potencialmente ou definitivamente evitáveis e com possibilidade de terem sido causadas por erros.

A administração simultânea de soluções que reagem entre si em uma mesma via venosa é um fator crítico para essas ocorrências. Quando dois ou mais compostos entram em contato antes de atingirem a corrente sanguínea, podem ocorrer reações físicas ou químicas indesejadas que comprometem a integridade do tratamento.

Compreender a complexidade desse processo e como reduzir esses riscos na rotina hospitalar ajuda as equipes de saúde a evitarem complicações clínicas graves. Essa preocupação com a segurança é regulada e monitorada por órgãos como a Anvisa, que estabelece diretrizes e práticas recomendadas para o controle de eventos adversos nas instituições do país.

 

Entendendo as reações para saber como reduzir os danos

Para estruturar um plano de prevenção que funcione de verdade, as equipes médicas e de enfermagem precisam dominar os diferentes tipos de incompatibilidade medicamentosa que podem ocorrer à beira do leito. Esse fenômeno se divide em três categorias: a física, a química e a terapêutica.

A incompatibilidade física ocorre fora do organismo, sendo caracterizada por reações visíveis como precipitações de cristais, mudança de cor, turvação da solução ou formação de gás no interior do equipo.

A incompatibilidade química, por sua vez, envolve uma reação invisível a olho nu que altera a estrutura das moléculas, podendo inativar os princípios ativos ou gerar compostos nocivos.

Por fim, a incompatibilidade terapêutica acontece dentro do organismo quando os efeitos biológicos de dois medicamentos administrados de forma simultânea geram respostas antagônicas ou sinérgicas prejudiciais.

Diferenciar interação e incompatibilidade medicamentosa também facilita o manejo clínico dos profissionais. Afinal, a incompatibilidade se processa antes de as substâncias atingirem a corrente sanguínea, enquanto a interação ocorre após a absorção.

Apresentar exemplos práticos ajuda a ilustrar o perigo: a mistura inadequada de certas soluções antibióticas com agentes sedativos, ou de eletrólitos concentrados com determinados antimicrobianos na mesma via de infusão, resulta em precipitação física, obstruindo as vias de acesso e interrompendo a terapia.

Por isso, as instituições costumam adotar um guia de incompatibilidade medicamentosa para consulta rápida das equipes, permitindo checar quais fármacos podem ou não correr juntos.

 

Para ler depois: Extravasamento de medicamentos vesicantes: como prevenir, identificar e agir

 

Como reduzir os riscos usando a tecnologia Samtronic

A estruturação de um plano de redução de riscos eficiente dentro do ambiente hospitalar envolve, de forma direta, a adoção de tecnologias projetadas para separar fisicamente as soluções incompatíveis. A Samtronic desenvolve sistemas de infusão focados em organizar as linhas de administração de medicamentos.

Ao utilizar as bombas de infusão Samtronic, as equipes têm controle sobre os parâmetros da infusão, diminuindo a estagnação de líquidos na linha de infusão. O extensor multivias funciona como um grande aliado nesse processo de segurança.

Esse dispositivo foi criado especificamente para conectar múltiplas linhas de infusão a um único acesso venoso, mantendo o fluxo de cada medicamento individualizado até o ponto mais próximo possível da inserção do próprio acesso venoso.

Com o extensor valvulado multivias, diminui a probabilidade de reações químicas ou físicas indesejadas na via. Ele impede que o fluxo de uma solução retorne pela linha de outra, eliminando riscos de misturas e de contaminação cruzada.

Adotar equipamentos de alta performance e dispositivos descartáveis adequados ajuda as instituições que buscam como reduzir de forma consciente os índices de eventos adversos relacionados a medicamentos.

A integração das bombas com o extensor multivias fornece às equipes de saúde o controle necessário para conduzir terapias infusionais complexas com precisão e segurança para o paciente.

 

Quer conhecer outras práticas de segurança e novidades tecnológicas para a rotina do seu hospital? Visite os demais textos do blog da Samtronic e descubra como otimizar os processos de infusão na sua instituição.

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