A recuperação de um paciente internado depende de um conjunto de ações que envolve desde o monitoramento dos sinais vitais até o alinhamento da equipe. Dentro dessa rotina, a terapia nutricional desempenha um papel determinante na evolução do quadro clínico e na redução da permanência no hospital.
Dados da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (BRASPEN) indicam que, no Brasil, a taxa de desnutrição em adultos hospitalizados varia entre 20% e 60%. Diante disso, a implementação de boas práticas na infusão de dietas enterais de alta viscosidade é indispensável para evitar gargalos e proteger a saúde do paciente.
A viscosidade da dieta é a resistência física que a solução oferece ao escoamento. Em uma dieta do tipo hipercalórica e hiperproteica, a viscosidade costuma ser mais elevada para concentrar nutrientes em volumes restritos.
Contudo, sem a pressão mecânica necessária para impulsionar esse material denso, o fluxo perde velocidade e tende a estagnar na via. Por isso, também, adotar boas práticas na seleção dos equipamentos e na padronização dos cuidados evita a sobrecarga de trabalho no plantão e certifica que a prescrição seja cumprida integralmente.
As dietas de alta viscosidade são formuladas para atender pacientes que necessitam de grande aporte calórico e proteico em volumes reduzidos. No entanto, o manejo dessas dietas apresenta desafios específicos na assistência, pois a espessura do fluido gera atrito ao longo da parede interna das sondas de nutrição.
Por exemplo, administrar uma dieta enteral hipercalórica e hiperproteica sem o controle de pressão faz com que a vazão diminua gradativamente. Com essa perda, resíduos da fórmula se depositam no lúmen da sonda, levando ao bloqueio parcial do fluxo.
Em caso de obstrução completa, será necessária a substituição da sonda, que gera pausas indesejadas no tratamento, comprometendo a meta nutricional. Afinal, a estabilidade na administração de dietas é importante para o sucesso terapêutico.
Para assegurar a correta infusão da terapia nutricional, o uso de bombas de infusão dedicadas se torna relevante. A bomba de infusão para dieta enteral atua exercendo a pressão mecânica necessária no tubo para manter a vazão no valor configurado, independentemente da densidade da fórmula.
A Samtronic oferece modelos para atender essa demanda do mercado hospitalar, como a bomba de infusão peristáltica Icatu S 4.0 Enteral. O equipamento possui modos de programação exclusivos para nutrição enteral e uma interface funcional.
A Icatu S 4.0 Enteral previne falhas, conta com sensor de oclusão superior e oferece acoplamento do sensor de gotas. Para os estabelecimentos de saúde que visam atualizar seu parque tecnológico mantendo o controle de custos, opções flexíveis como o comodato ou a locação de bomba de infusão para dieta enteral são alternativas viáveis para manter as unidades de internação equipadas com dispositivos modernos.
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A eficiência da infusão depende também dos materiais que compõem o sistema. Um equipo de dieta enteral precisa apresentar resistência mecânica no trecho acoplado ao mecanismo peristáltico, evitando deformações no tubo que alterem o volume.
Dessa forma, aplicar boas práticas na padronização dos materiais implica a escolha de insumos desenvolvidos para a segurança no leito. A linha Icaset da Samtronic para uso nas bombas Icatu S possui a cor roxa como padrão visual, auxiliando a equipe na identificação da via e prevenindo trocas acidentais com linhas parenterais.
A linha oferece modelos com uma ou duas vias, bolsa para sistema aberto e pontas ENPlus, escalonadas ou a recomendação internacional ENFit. O equipo para dieta enteral de duas vias otimiza os processos, pois permite programar a alternância entre a dieta e a hidratação no mesmo sistema, reduzindo o número de manuseios.
Outra característica da linha Icaset é a presença do dispositivo corta-fluxo integrado. Esse componente impede a passagem livre do fluido durante a instalação do equipo ou na troca, oferecendo controle no manuseio. Além disso, os equipos Icaset são isentos de DEHP, garantindo a biossegurança durante a administração do tratamento.
Para o aproveitamento do tratamento e evitar o entupimento de vias, vale seguir este procedimento sobre como usar os recursos no dia a dia:
A consolidação de boas práticas na manipulação dos dispositivos reduz o desgaste de sondas e mantém o plano terapêutico. Por isso, aprofundar os conhecimentos e compreender tudo sobre as especificações técnicas no manejo de soluções densas reduz a ocorrência de complicações e eleva a segurança na assistência.
A combinação entre condutas alinhadas à normas de enfermagem e o uso de dispositivos adequados, como a bomba Icatu S 4.0 Enteral e os equipos Icaset, proporciona mais eficiência operacional no leito hospitalar.
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